GESSO: RESÍDUO SÓLIDO INCLUSO NA CLASSE B OU C?

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Apesar da mudança de classe ter sido legalizada há quase 7 anos, muitas vezes classificam o gesso de forma inequívoca. A RESOLUÇÃO CONAMA nº 307, de 5 de julho de 2002, que estabelece diretrizes, critérios e procedimentos para a gestão dos resíduos da construção civil classifica o gesso como classe C. Ou seja, para essa resolução o gesso não possui tecnologia ou aplicações economicamente viáveis para reciclar ou recuperar.

No entanto, a RESOLUÇÃO CONAMA nº 431, DE 24 DE MAIO DE 2011 altera o art. 3° da Resolução no 307, de 5 de julho de 2002, do Conselho Nacional do Meio Ambiente CONAMA, estabelece uma nova classificação para o gesso. Conclui-se que, o gesso possui soluções passíveis de reciclagem e recuperação.

Essa mudança foi incentivada pela Associação Brasileira dos Fabricantes de Chapas para Drywall em parceria com as indústrias de cimento, que desenvolveram longos estudos para comprovar a possibilidade de realizar o aproveitamento do resíduo. A pesquisa realizada originou o guia prático “Resíduos de Gesso na Construção Civil – Coleta, armazenagem e destinação para reciclagem”, publicado pela entidade. LINK acesso a cartilha.

Como reaproveitar o gesso? Os três setores comprovados como tecnologicamente e economicamente viáveis são:

  • Setor agrícola: utilizando como corretor da acidez do solo, dessa forma melhora as características do solo;
  • Setor industrial: reincorporando o gesso no processo produtivo;
  • Setor industrial: completando a produção do cimento, na qual atua no retardamento da pega.

Segundo o Portal Resíduos Sólidos na Dinamarca o processo de incorporação no próprio processo produtivo do gesso é comum e sua estrutura de funcionamento é composta por:

  • Coleta: A coleta de gesso conta com contêiner desenvolvidos especialmente para este tipo de material, contribuindo para a correta separação dos resíduos em sua origem. Os contêineres são fornecidos pela empresa de reciclagem para os polos produtores e coletados periodicamente.
  • Logística: Os resíduos são transportados até um local apropriado dentro dos polos produtores onde acontece uma nova triagem. Depois de separados, seguem para a usina de reciclagem.
  • Triagem: Um veículo contendo uma central automática de triagem faz a separação dos resíduos em basicamente papel, gesso e metal. A qualidade dos resíduos separados é tão grande que estes podem ser praticamente 100% reciclados.
  • Reciclagem: O gesso reciclado tem um grau de pureza muito alto que normalmente passa dos 95%. O gesso reciclado é introduzido então ao gesso natural em uma mistura de pelo menos 30%, praticamente não alterando em nada suas propriedades físico-químicas.

São inúmeras oportunidades de utilizar o gesso de uma forma ambientalmente saudável e economicamente viável. No entanto, para isso são necessários profissionais capacitados, empreendedores interessados e investimento em tecnologia. É possível!

Portal Resíduos Sólidos

Drywall

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